A História se repete como uma farsa

Uma das maneiras pelas quais o professor e filósofo Olavo de Carvalho angariou minha total simpatia e admiração quase irrestrita é na capacidade que ele tem de prever com exatidão assustadora o caminhar do movimento socialista internacional e a introdução gramsciana do comunismo nos países democráticos do assim chamado, até pouco tempo, “mundo livre”.

Na matéria que publicou no Diário do Comércio, em 13 de novembro próximo passado, (Sem futuro no paraíso) onde comenta livreto de Sérgio Lessa, Abaixo a família monogâmica, em que o professor Lessa orienta seus jovens alunos, Olavo conta a história de Karl Radek:

Lessa repete quase “ipsis litteris” o ideário de Karl Radek, um dos pioneiros da Revolução Russa e, sob certos aspectos, um grande cérebro. Sob certos aspectos, mas não naquele que o assemelha ao Prof. Lessa. Por inspiração de Radek, o Estado soviético dos primeiros anos fomentou de tal modo a destruição da família monogâmica que, decorrida uma geração, a massa de adolescentes sem pais identificáveis que se espalhou pelas ruas de Moscou, assaltando e matando, passou a ser designada popularmente como “os filhos de Karl Radek”.

Quando o homem caiu em desgraça, Stálin teve o requinte de mandá-lo para um presídio de delinquentes juvenis, onde o velho bolchevique morreu esmurrado e pisoteado por aqueles mesmos jovens dos quais fora o avô espiritual.

Fonte: Mídia Sem Máscara
Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14685-sem-futuro-no-paraiso.html
Acesso em: 19 novembro 2013

Passado um primeiro momento de perplexidade e horror, provocado pela revelação de tal fato histórico, tão pouco difundido e conhecido entre nós, tomei conhecimento do vídeo acima, na excelente exposição que sobre ele fez o Luciano Ayan nos seu blog (Um vídeo para passarmos o dia com um sorriso no rosto: Estudantes militontos da UFRRJ escracham o professor militonto Paulo Ghiraldelli )

Mais do que a “diversão”, um tanto questionável – em minha opinião, porque não me agrada de maneira alguma testemunhar alguém sendo privado do direito de se defender e de usar a palavra – apontada por Luciano de ver um professor universitário experimentar o remédio que ele ensina seus alunos a ministrar para os que se opõem ao pensamento deles (e ele confessa isso no vídeo), é vermos, na figura do Professor Ghiraldelli, a reprodução da trágica história de Karl Radek.

Só me resta chegar à mesma conclusão de Olavo: Como são burros os professores-sacerdotes que ensinam a religião comunista em nossas Universidades. Acreditam mesmo que quando chegar a hora serão poupados por seus discípulos?

Um comentário em “A História se repete como uma farsa

  1. Marcos Silvano disse:

    E tem gente que ainda não leu Olavo de Carvalho, só lamento por eles, desinformados de tudo.

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